

Intensivos
O DF IMPROVISA DANÇA é um Festival Internacional de Contato Improvisação de acesso gratuito e colaborativo, que acontecerá no Centro de Dança do DF, em Brasília (Brasil), entre 9 e 15 de março de 2025. Ele conta com a presença de 3 professores internacionais (Argentina, Finlândia e Reino Unido), que ministrarão oficinas intensivas (intensivos), entre 10 e 15 de março. É possível inscrever-se apenas para 1 dessas 3 oficinas, comprometendo-se em participar de todas as 6 aulas de 3 horas que acontecerão sempre no mesmo horário.
Ainda temos vagas!
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OUTRAS ATIVIDADES DO FESTIVAL
Cronograma em breve!
Atividades pontuais
As atividades do festival ocuparão todo o Centro de Dança do DF durante 1 semana. Os participantes dos intensivos e artistas interessados em compartilhar suas pesquisas oferecerão atividades pontuais que serão abertas ao público em geral. Para participar, inscreva-se online antecipadamente, ou ingresse diretamente na atividade, caso ainda restem vagas disponíveis.

Sessões de Improvisação (JAMs)
Todas as noites do festival, entre 19 e 22 horas, estarão acontecendo sessões de improvisação simultâneas no Centro de Dança do DF. Teremos jams com e sem aquecimento, com e sem música, além de jams com temas específicos. Para participar dessas jams é importante conhecer alguns princípios básicos de CI e estar atento à própria segurança e do espaço. Também teremos uma sessão de improvisação incluindo portadores de deficiência e uma jam para pais e filhos, que acontecerá no período da manhã.

PROFESSORES DOS INTENSIVOS
Biografias e Descrições
Charlie Morrissey
Possui uma carreira internacional de mais de 35 anos como diretor, coreógrafo, performer, professor e pesquisador de dança. Sua trajetória foi construída por meio de inúmeros projetos em colaboração com companhias de dança, teatros, instituições artísticas, festivais e organizações independentes. Seu trabalho foca no contexto em que as performances acontecem e na utilização da experiência em tempo real como um ambiente de exploração, aprendizado, comunicação e transformação.
Dedica-se à improvisação como meio de explorar o imediatismo da performance ao vivo. Sua vasta experiência em criação inclui o planejamento e a direção de peças de diferentes escalas e em variados contextos e paisagens. Suas intervenções performáticas exploram a natureza tridimensional e visceral dos ambientes, reunindo performers e plateias em obras que celebram esta conexão. Ao lado de Rob Hopper, coordena e é curador do Wainsgate Dances (Reino Unido) - um espaço internacional de intercâmbio artístico com foco na dança experimental, que promove aulas regulares, residências, workshops e apresentações.

AS AVENTURAS CONTÍNUAS DA MAÇÃ

Nesse intensivo, exploraremos a proposta do Contato Improvisação de perceber o mover e o sermos movidos pelas forças da gravidade e pelos ambientes em constante transformação. O objetivo é direcionar a atenção para como percebemos, questionamos e expandimos a consciência sobre o que podemos experienciar enquanto nos movemos – tanto em nós mesmos quanto em interação com outros corpos no espaço. Os materiais a serem trabalhados dialogam com o Material para a Coluna de Steve Paxton, os Tuning Scores de Lisa Nelson e as pesquisas de movimento de Charlie.
Experimentaremos cair, subir, flutuar, voar, suspender e expandir. Exploraremos o que significa existir como pequenos corpos em relação ao corpo maior da Terra, por meio de interações físicas, imaginativas e sensoriais. Brincaremos com a ampla variedade de movimentos, simples e complexos, que esse relacionamento possibilita. Essas investigações serão apoiadas por mapas anatômicos e partituras que abrem espaço para uma dança de conexão mais profunda entre corpo e mente. Trabalharemos com a mente do corpo e o corpo da mente, abrangendo dimensões físicas e imaginativas. Esteja pronto para se mover!
Cristina Turdo

É artista, pesquisadora, professora e ativista de Contato Improvisação desde os anos 1980. Possui formação em Improvisação Física, Teatro, Anatomia Aplicada, Práticas Somáticas e Contemplativas, Medicina Tradicional Chinesa, Shiatsu, Yoga e Linguagens Sagradas. É titular da cátedra de Contato Improvisação na Universidade Nacional das Artes (UNA) e atua como docente nas pós-graduações “Novas Tendências da Dança” e “Dança Movimento Terapia” (UNA). Desde 1997, tem viajado pela América Latina, Europa e Estados Unidos, compartilhando sua prática e conhecimento.
Entre 1999 e 2006, organizou o “Festival Internacional de Contato Improvisação de Buenos Aires”. De 2010 a 2015, dirigiu o grupo artístico Momentum, voltado à investigação do Contato Improvisação e à conexão com a percepção de “ser”. Em 2011, criou o “Projeto aHabitat”, com foco na interação entre meditação e improvisação de dança. Esses laboratórios de pesquisa migraram para espaços urbanos abertos, explorando a interação com o ambiente ao redor. Desde 2015, lidera o projeto “Expandindo Fronteiras”, que promove o intercâmbio internacional entre professores, bailarinos e performers.
PRESENÇA CONTÍNUA
Cristina Turdo é praticante de Zen há mais de 20 anos. Sua trajetória integra o Contato Improvisação (CI), a Meditação, a Improvisação Física, as Linguagens Sagradas e as Práticas Somáticas. Ao longo de sua jornada, tem explorado as conexões entre o CI, o Zen e as artes contemplativas e experimentais em movimento, por meio de laboratórios, workshops, experimentos performáticos e retiros. Seu interesse reside nos possíveis caminhos do CI como um “interser”, empregando a noção de “interdependência” em territórios experimentais que envolvem expressões artísticas e reflexões filosóficas.
Sua proposta busca despertar a experiência físico-sensorial através dos fundamentos do CI, integrados a padrões físico-relacionais, com o objetivo de perceber como nos movemos, como a atenção se move e como somos movidos por ela. O que é a atenção? O que é a presença? A partir de uma escuta atenta e da percepção das forças físicas (gravidade, inércia e impulso), será trilhado um “interdiálogo” físico-perceptivo consigo mesmo, com os outros e com o espaço no "instante presente". Dentro de um ambiente de respeito e "presença contínua”, mergulharemos na cocriação de um estado "atencional" que nos permita estar com os outros como uma extensão de nós mesmos.

Vega Luukkonen
É dançarina, professora de dança, artista performática, pesquisadora de movimento e terapeuta corporal. Nos últimos 20 anos, tem colaborado e ensinado em festivais, oficinas e residências de CI em diversas partes do mundo. Estudou dança e pedagogia do teatro na Academia de Teatro da Finlândia, onde obteve o título de mestre em 2008. O Contato Improvisação (CI) faz parte de sua vida desde a adolescência. Considera a comunidade finlandesa de CI sua verdadeira "escola secundária" e "universidade" de movimento, com a qual aprendeu e compartilhou inúmeras danças ao longo de mais de 30 anos.
Seu interesse recai sobre os detalhes, a qualidade, o refinamento, a escuta e a presença na prática de CI. Ela também destaca a importância da respiração para impulsionar, cair e voar, aproveitando, de forma inteligente e sem esforço, as oportunidades que surgem com o deslocamento do peso. Sua prática combina técnica e intuição, forma e liberdade, ser e fazer, além de estimular um espírito de constante investigação e curiosidade pelos detalhes descobertos em cada nova dança. Seu trabalho busca explorar os princípios subjacentes ao movimento, para que permaneçamos conectados à nossa própria expressão enquanto interagimos com os outros.

TRANSIÇÕES, PRECISÃO E LEVEZA

Este intensivo explorará transições mais precisas, leves e sustentáveis na dança, com ou sem contato físico, permitindo fluidez pelo tempo e espaço. O conteúdo alternará entre propostas para solos, duetos, trios e partituras em grupo. Investigaremos princípios físicos do Contato Improvisação (CI), como o compartilhamento de peso, sua distribuição e recepção, o ponto de rolamento, além de brincar com as ideias de cair e voar. Serão utilizados métodos envolvendo anatomia experiencial, padrões de desenvolvimento do movimento, técnicas de liberação e trabalho de chão.
A pesquisa da mecânica sutil da "pequena dança" evoluirá para o uso do impulso e das espirais corporais, visando levantar uns aos outros "pegando a carona". Os braços serão explorados como caminho para suspensões no CI, buscando espaços de contrapeso entre os corpos, levantando e sendo levantados sem esforço. O foco estará nos detalhes do tônus corporal, alinhamento, alcance e pontos de contato, que trazem leveza ao processo. A compreensão do funcionamento das articulações, ossos, músculos e fáscia será aprofundada.